Recentemente,
assisti a uma palestra em que o expositor falou o tempo todo em “fidelidade à
Kardec”, embora não tenha exemplificado o que seria isso.
Trata-se de um
termo que também já utilizei bastante. Mas, o que significa? Ser fiel à Kardec
é viver de acordo com tudo que ele produziu em suas obras? É proceder como ele
procedeu de forma crítica na análise dos assuntos espirituais? Creio que não!
Quase sempre,
quando alguém diz que tal pessoa é/ou foi “fiel à Kardec”, o que ela quer dizer
é que tal pessoa viveu, trabalhou, pensou e produziu apenas dentro dos limites
kardecianos, postura exaltada com frequência no meio espírita, muito embora o
próprio Kardec entendesse a doutrina como progressiva...
Infelizmente, o
desejo de compreensão do Mundo Espiritual deu lugar a um ostracismo que, quase
sempre, redunda na busca desesperada por manter o Espiritismo tal qual
desenhado no Brasil no começo do século passado, de modo que toda “novidade” é
sempre recebida com resistência, não em razão da falta de evidências, mas em
razão do conservadorismo que nada quer ver modificar...
Blavatsky
cunhou uma interessantíssima frase que diz: não há religião superior à verdade!
E não há mesmo!
Assim, penso
que antes de sermos “fiéis à Kardec” (ou a quem quer que seja), deveríamos ser
fiéis à busca da verdade que, em minha opinião, era a marca do espírita, ao
menos, até algum tempo atrás...
Leonardo Montes
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